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Psicoterapia e autoconhecimento

Sempre houve uma associação entre psicoterapia e doença mental.

Quem vai ao psicólogo no imaginário do senso comum é alguém que tem problemas emocionais, ou ainda um casal, uma família, que tem algum tipo de perturbação.

Esta falsa compreensão impediu durante muito tempo que as pessoas buscassem ajuda psicológica.

Os sentimentos de fracasso pessoal e vergonha eram uma barreira que mantinha a pessoa/casal/família em sofrimento.

O medo do estigma, daquilo que os outros podiam pensar/julgar falava mais alto, sendo preferível enfrentar os problemas sozinho(s).

Porém, a psicoterapia não trabalha apenas com o alívio da dor psíquica, mas com o autoconhecimento.

Este é um trabalho que envolve muita coragem para questionar a si mesmo, a própria história, os  afectos, o padrão habitual de reagir aos eventos e desafios da vida.

É mergulhando em nossa linha do tempo que podemos encontrar os nossos pontos frágeis e os mais fortes (e isso se aplica aos casais e às famílias também), redescobrindo potenciais muitas vezes adormecidos e desenvolvendo qualidades que antes imaginávamos, em função do medo de fazê-las desabrochar, impossíveis de serem vividas.

Faço um alerta para aqueles que assim se pensam: a nossa biografia nunca será simples e predestinada, pois o nosso mundo mental é  rico de percepções, afetos e significados únicos, capazes de dar um novo rumo à nossa história sempre que assim o desejarmos.

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