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Tag: Autonomia

Necessidades Psicológicas Básicas

Segundo a Teoria da Auto-Determinação, há necessidades psicológicas humanas universais: as necessidades de Competência, Autonomia e Relações de Pertença.

Esta é uma teoria motivacional, que explica as razões para o comportamento humano.

Quanto mais  competentes, autónomas e vinculadas positivamente estiverem as pessoas, melhores resultados serão obtidos a nível de bem-estar, saúde, produtividade e relacionamentos.

A Competência se refere à capacidade de lidar com os desafios internos e externos, vencendo obstáculos de modo a alcançar um maior crescimento e desenvolvimento pessoal. É uma necessidade fundamental, que leva à adopção de uma postura activa no que se refere ao próprio curso de vida.

A Autonomia é uma necessidade um tanto mais complexa, na medida em que diz respeito à capacidade de agir, pensar e sentir de maneira coerente com o eu autêntico. Ou seja, não adianta fazer escolhas aparentemente voluntárias, quando na verdade elas são fomentadas pelo medo da repreensão, do julgamento, pela expectativa da recompensa, pelo desejo de aceitação ou de conformidade.

A condição verdadeiramente autónoma é aquela em que as escolhas baseiam-se em motivações intrínsecas e não extrínsecas. Ou seja, age-se e decide-se porque o objectivo é valorável por ele mesmo, é coerente com os valores internos mais profundos da pessoa e não visa nada a além da sua própria realização.

A maturidade psicológica necessariamente leva a um grau de autonomia mais independente, o qual precisa estar em sintonia genuína com o processo de individuação humano, que é único, exclusivo e intransferível.

As relações de pertença, por sua vez, são uma necessidade psicológica básica porque sem o outro não nos construímos. Precisamos dele para nos espelhar, quando somos pequeninos, e necessitamos de vínculos construtivos para nos apoiar e oferecer suporte, na medida em que crescemos e nos desenvolvemos.

Sem a confiança e o “olhar” amável do outro e vice-versa ficamos enfraquecidos e desnutridos emocionalmente. Afinal, somos seres sociais que sobrevivem quando partilham, protegem-se e ajudam-se mutuamente.

Tomar consciência do modo como estas necessidades estão ou não satisfeitas em cada um de nós é fundamental para iniciarmos um processo de transformação e descoberta pessoal.

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