Agosto 2019 archive

Algumas Dicas para Pais

A parentalidade é um desafio e demanda crescimento psicológico contínuo por parte de cada um dos pais. Educar é uma experiência dinâmica de aprendizagem sobre si, sobre o outro e o mundo, com o potencial de ser promotora de desenvolvimento para todos os envolvidos, no âmbito familiar. Tendo em conta a responsabilidade das funções parentais, destaco alguns aspectos a ter em consideração no dia a dia e dou também algumas dicas para o fortalecimento da relação pais e filhos.

O principal sinal de saúde emocional para adultos, crianças e jovens é a vontade de viver, aprender, construir e relacionar-se. A espontaneidade, a alegria, a vitalidade, a curiosidade, a esperança, o otimismo, o interesse e o empenho nas atividades são excelentes indicadores de bem-estar mental. Óbvio que há dias em que não estamos no nosso melhor. Mas, o importante é perceber se estas características prevalecem na maior parte do tempo ou se existe alguma situação em específico que desencadeia algum tipo de retraimento.

Alguns Sinais de Alerta

Esteja atento/a a alguns sinais comportamentais, cognitivos e emocionais negativos do/a seu/a filho/a: irritabilidade, raiva, preocupação excessiva, insónia ou dificuldades para dormir, desordens alimentares (comer excessivo ou comer muito pouco), dificuldades na interação social ou isolamento, queda no rendimento escolar, dificuldades de concentração, ansiedade ou medos exagerados, tristeza sem motivo aparente, queixas físicas frequentes, desinteresse pelas atividades que habitualmente geravam interesse, etc.

Dicas para Pais

  • Promova oportunidades de diálogo com o/a seu/a filho/a: crie momentos apenas entre você e ele/a. Faça destes momentos uma rotina em vossas vidas, quando possível, no mínimo semanal. Escolham uma atividade lúdica, preferencialmente ao ar livre (ex: sair para tomar um gelado, fazer uma caminhada, etc.), que ambos gostem de partilhar, e que favoreça a comunicação aberta e sincera.
  • Partilhe sentimentos e opiniões positivas com o/a seu/a filho/a. Aproveite para dizer o quanto orgulha-se, ama e admira a pessoa que ele/a é e como você também aprende com ele/a.
  • Lembre-se de não interromper a vossa conversa com telemóveis ou aparelhos eletrónicos. Nestes momentos ambos devem estar focados na relação. Ela é o mais importante. Evite estar com pressa.
  • Procure garantir estas condições e não critique as atitudes do/a seu/a filho/a. Aceite que ele/a também está a se adaptar a esta nova experiência e pode oferecer alguma resistência inicialmente. O importante é irem tentando e percebendo quando, com que atividades, resulta melhor a vossa interação.
  • Nos momentos de diálogo, evite dar lições. Escute, tente compreender a lógica de pensamento do/a seu/a filho/a. Faça mais perguntas e dê menos respostas. Mostre interesse por ele/a.
  • Ajude o/a seu/a filho/a a exercer a capacidade de solução de problemas ao questionar: Como achas que podes resolver/lidar com isto? O que faz-te pensar que esta é a melhor solução?  Que outras alternativas poderias pensar? Qual o primeiro passo a dar?
  • Deixe claro que o/a seu/a filho/a pode pedir ajuda a si, sem medo. Ele/a não precisa sempre saber e acertar tudo à primeira. O importante é identificarem aquilo que o/a pode ajudar a conseguir, a se desenvolver. É assim que ele/a vai nutrindo o senso de competência pessoal. Valorize e reconheça os progressos alcançados.
  • Defina limites claros e as suas respetivas consequências quando não respeitados, nunca colocando em causa o amor que sente pelo/a seu/a filho/a. As consequências devem fazer sentido e devem promover a autorreflexão.
  • Estabeleça rotinas em casa e promova um estilo de vida saudável para toda a família, com prática desportiva, alimentação equilibrada, horas suficientes de sono, lazer, etc…
  • Respeite a necessidade de privacidade do/a seu/a filho/a e permita que ele/a gradualmente tenha autonomia, ajudando-o/a a adquirir ao longo do desenvolvimento independência física e emocional.

Recomendações finais

Mantenha em dia o acompanhamento da saúde do/a seu/a filho/a, respeitando as orientações médicas e, em caso de dúvidas, procure sempre um profissional de saúde da sua confiança.

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